terça-feira, 18 de maio de 2010

A Mise-en-scène internacional de Lula

Jogada de alto Risco. A "vitória da diplomacia" de Lula - com a qual galavanizou até certos setores da oposição - tem tudo para parecer uma operação de marketing (relativamente) bem montada. Nisso ele é perito. Grande manipulador do pobre contra o rico (a nível mundial seria do Terceiro Mundo contra o Primeiro) Lula sabe aonde põe o pé. E quem vai ousar ser contra? É o que acontece no Brasil, aonde ele age como se estivesse acima do bem e do mal e segundo a cartilha pela qual reza o Brasil foi descoberto quando ele começou a governar. 
É claro que para assumir tamanho risco ele já tomou suas precauções. Sabe que não está sozinho. Tem amigos das costas quentes e bolso aberto. Tem sua rede social sem precisar do Twitter. Veja o tópico As Ligações perigosas de Lula.

Definitivamente, e ao seu estilo, como quem não quer querendo, ele já mostra ao mundo a que veio. Esperto por natureza e por instinto de sobrevivência, o "Filho do Brasil" agora pensa alto: "De Pernambuco para o muuundo!" E, para quem posou de bom moço e já tem todos os diplomas que ninguém teve nunca antes na história deste país, Lula parte à conquista da sua cadeira em presitigioso organismo internacional. O preço não é problema. Tem quem pague (os contribuintes brasileiros, com a perspectiva de mais impostos por vir). Até Hilary Clinton gostou do sistema pois em rápida afirmações disse que os impostos (o nosso suor ou nosso sangue, para muitos) impulsionam a economia brasileira!

Para quem vive de palanque, que diferença faz se o circo estiver armado em Tailândia (Pará) ou em Teerã? O público, como sempre, aplaudirá e nada vai querer enxergar. Aqui, são uns fanáticos assistidos pelo governo (perdão, pela máquina do governo que o partido opera). No cenário mundial, é uma operação bem montada que produz uma cortina de fumaça que é servida à la sauce do Terceiro Mundo no banquete dos ricos. Vão mesmo digerir este prato? A ver.

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